quinta-feira, 20 de outubro de 2011

EDITAL PROGRAMA JOVEM APRENDIZ

O Programa Adolescente Aprendiz, tem como objetivo selecionar Entidades sem fins lucrativos, inscritas no Cadastro Nacional de Aprendizagem, com capacidade técnica e administrativa para a execução, conjuntamente com a CAIXA, em âmbito nacional, visando assegurar ao adolescente formação técnico-profissional metódica, mediante atividades teóricas e práticas desenvolvidas na Entidade e no ambiente de trabalho

http://downloads.caixa.gov.br/_arquivos/programa_adolescente_aprendiz/chamada_publica001/chamada_publica001.pdf
 
Fonte: Informe KNH 

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Resultado da analise FAC 2011

A Secretaria de Cultura (Secult) divulgou o resultado da análise dos recursos quanto à admissibilidade das propostas ao FAC 2011. Para ver o resultado basta acessar fac2011.com.br e baixar os arquivos disponíveis. Atentar para o fato de que a tabela possui duas abas, uma delas trata daqueles que solicitaram alteração da Linguagem/Modalidade, em virtude de um erro ao incluir o projeto no sistema, e a outra aba traz os recursos em si.

O Conselho de Cultura já está analisando os pareceres emitidos pelos Consultores Ad Hoc. A expectativa é de que eles concluam a análise de mérito dos projetos na semana que vem.

Procultura está previsto apenas para 2013

O ProCultura (Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura) – projeto elaborado pelo Ministério da Cultura com a participação popular, para substituir a Lei Rouanet – deve entrar em vigor apenas em 2013, “na melhor das hipóteses”, segundo a expectativa de Henilton Parente de Menezes, o secretário de Fomento e Incentivo à Cultura do MinC.

O secretário acredita que a reforma da atual lei de incentivo à cultura é muito complexa e exigirá habilidade dos parlamentares para redigir um texto capaz de gerar o mínimo de insatisfação entre os diferentes segmentos afetados pelas mudanças. Para ele, unanimidade é algo quase impossível de se obter no tema. E ele ainda afirma que dificilmente o atual projeto proposto pelo MinC será aprovado pela presidenta Dilma Rousseff. A Lei Rouanet está em vigência desde 1991 e possui uma série de problemas, como a concentração de recursos no eixo Rio de Janeiro/São Paulo.

Além da sanção presidencial, Menezes defende que a implementação da nova lei exigirá um período de transição, pois existem aproximadamente 12 mil projetos culturais sendo executados com base na legislação atual. Estima-se de dois a três anos de transição para que esses projetos sejam concluídos.

Menezes acredita que o importante é discutir a ampliação dos recursos destinados ao Fundo Nacional de Cultura, mecanismo por meio do qual o MinC investe em projetos culturais e que, para este ano, dispõe de apenas R$ 204 milhões, enquanto o total a ser movimentado por meio da Lei Rouanet, no mesmo período, chega a R$ 1,35 bilhão.

*Com informações da Agência Brasil

sábado, 24 de setembro de 2011

APOIO PARA ARTE E EDUCAÇÃO POPULAR.


Informação do Instituto Minidi Pedroso de Arte e Educação Social (IMPAES), comunicando que estão abertas as inscrições para o processo de seleção de novos projetos para o biênio de 2012/2013. As inscrições para o processo seletivo devem ser feitas no período de 12 de setembro a 12 de outubro de 2011.
Acessem os detalhes do regulamento em: www.impaes.org

Fonte: Informe KNH Brasil 

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Inscrições para o FAC prorrogadas até dia 25 /09

Inscrições para o FAC prorrogadas até dia 25 /09

 As inscrições para o processo seletivo do Fundo de Apoio à Cultura - FAC, exercício de 2011, foram prorrogadas até o próximo domingo, dia 25 setembro.Será 35milhões para 550 projetos. Após sucessivas reestruturações nos modelos de gestão e de distribuição dos recursos do FAC, as inscrições serão realizadas pelo sistema SalicWeb,  desenvolvido pelo Ministério da Cultura - MinC. Inscreva-se aqui

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Inscrições para o FAC começam esta semana

As inscrições para apresentar projeto no Fundo de Apoio à Cultura 2011 começam dia 31 de agosto. Atuais beneficiários que desejarem participar do Edital 2011 tem até 30 de agosto para finalizar seus projetos. As inscrições seguem até 18 de setembro às 23h59min e serão feitas, apenas, por meio eletrônico (via internet) através da plataforma do SALIC WEB oferecido em parceria pelo Ministério da Cultura. O link estará disponível pelo www.sc.df.gov.br.

Os proponentes que tiverem prestação de contas pendente de análise pelo Conselho de Cultura e Conselho de Administração até a data de abertura das inscrições poderão participar do processo seletivo, no entanto, apenas poderão receber os recursos financeiros após a aprovação da prestação de contas, observado o prazo de um ano de vigência do processo seletivo, previsto nos Editais. Confira aqui o conjunto de editais que compõe o " FAC 2011" que, nesta edição, apoiará um total de 550 projetos.

Para orientar novos proponentes, a Secretaria de Cultura está oferecendo cursos de orientação para a apresentação dos projetos. A próxima turma está prevista para 13 de setembro. Interessados podem solicitar sua inscrição pelo email cursosfac2011@sc.df.gov.br informando nome, telefone e RG. As vagas são limitadas e os selecionados recebrão um email de confirmação para participar do curso.

O FAC 2011, também, possui um email para esclarecimento de dúvidas duvidasfac2011@sc.df.gov.br e uma página na internet www.fac2011.com.br

FAC 2011

Os recursos do FAC, a partir de agora, estarão divididos em ações da cadeia produtiva que possibilitem a estruturação do segmento. São elas: Apoio ao Registro e à Memória, Apoio à Montagem de Espetáculos, Apoio à Difusão e Circulação, Apoio à Manutenção de Grupos e Espaços, Apoio à Criação e Produção; e Indicadores, Informações e Qualificação. Também foram diversificadas e ampliadas as possibilidades de projetos dentro das áreas das linguagens artísticas, serão 153 tipos de projetos diferentes.

Outra novidade é o incentivo para a circulação da produção cultural. Serão apoiados projetos para circular em todo o DF e Entorno, circulação Regional (Centro-Oeste, Tocantins e Minas Gerais) e da Nacional. Além de possibilitar o acesso aos bens e serviços culturais em toda a região, os artistas brasilienses poderão mostrar seus trabalhos pelo país proporcionando intercâmbio, ganhando experiência e divulgando a arte da Capital.

Os investimentos em circo e cultura popular mais que dobraram em relação a 2010 e as produções em audiovisual receberam um reforço orçamentário serão produzidos novos: 5 longas, 18 curtas, 15 CDs, 6 DVDs de música. Os grupos artísticos e espaços culturais privados de uso público terão apoio para sua manutenção por um ano, ao todo serão 60 entre grupos e espaços atendidos com valores entre 50 e 120 mil. Também houve investimento em ações de promoção da Diversidade e Direitos Humanos, observando a transversalidade da Cultura, e foram reforçados os recursos em informações e indicadores culturais para desenvolver a gestão cultural e a economia criativa.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Extinto Mercado Sul se transforma em um beco de cores e culturas em Taguatinga




 (Ed Alves/CB/DA PRess)

O espaço urbano funciona como um corpo vivo que se transforma com a história e a intervenção dos moradores. Essa apropriação foi o que ocorreu no “beco da cultura”, localizado no extinto Mercado Sul de Taguatinga. Fora do circuito do Plano Piloto, o lugar é composto de pequenas lojas, uma ao lado da outra, como uma espécie de micro-vizinhança em que circulação dentro dos pequenos ateliês possibilita tomar um café no vizinho ou bater um minuto de prosa.

A história do lugar começa com a chegada dos candangos, na década de 1960, quando o mercado abrigava uma feira de secos e molhados, e  já se ouvia as rimas dos repentistas nordestinos, munidos de suas violas. Com o passar do tempo, o lugar enfrentou uma fase de abandono e há quase 20 anos começou a ganhar a configuração de polo de produção artística.

Com violões, violas e ferramentas de trabalho, o luthier João da Silva, 76 anos, conhecido como mestre Dico, inaugurou as atividades do beco. Apesar do jeito tímido e das poucas palavras, não lhe faltou iniciativa para desenvolver um trabalho pioneiro. A arte de fabricar e reformar instrumentos, aprendida ainda na infância, pelas mãos do pai, é a forma escolhida por ele para colocar sua arte em prática. “Antes circulavam drogas, prostituição. Aí, nós resolvemos nos instalar aqui e começamos a trazer nossos amigos para fazer arte. Hoje a área é conhecida como beco da cultura”.

Para Alexandre Silva, filho do mestre Dico e também herdeiro do ofício da luthieria, foi possível fazer a transformação e beneficiar a comunidade, pois o lugar promove festas e oficinas com foco na cultura popular e outros tipos de expressões. Nesses eventos, por exemplo, Alexandre e Dico participam de rodas de prosa e viola. Além disso, há apresentações teatrais, shows de música, mamulengos, declamações de poesia e “contação de causos”. O beco já recebeu as visitas ilustres de Gilberto Gil, na época ministro da Cultura, e de Zé do Pife. “Aqui é tão eclético que tem música popular, nordestina, clássica. As pessoas usam o espaço de várias formas. Nós queremos cultura de ponta a ponta com todo tipo de arte”, destaca Alexandre.

Formação
No coletivo Motirô, o objetivo principal é distribuir informação. Para isso, mantém um acervo de livros, gibiteca e uma videoteca com 450 filmes, para oferecer às pessoas, que dificilmente têm acesso a esses conteúdos. De acordo com o mímico e ator Abder Paz, o foco é mostrar uma visão de mundo fora do lugar comum e que desperte uma consciência politizada.

Todos os grupos do beco funcionam com sistema de autogestão. Além da fábrica de instrumentos do mestre Dico e do Motirô, há mais quatro espaços: Invenção Brasileira, RED Produtora, Tempo Eco Arte, e Tribo das Artes. Cada um se mobiliza para manter o espaço.

Nessa área de elaboração de projetos, a produtora RED auxilia os artistas. O músico Dillo D’Araújo conta que a produtora surgiu quando ele sentiu necessidade de uma gerência para sua carreira. Mas, a consultoria também passou a atender os outros artistas . “Quando surge um projeto na área de cinema e teatro, por exemplo, eu mesmo uso minha experiência como instrumentista para fazer as trilhas sonoras.”

Mais cores
No ateliê Tempo Eco Arte, Virgílio Mota faz do saco de cimento e do papelão matérias-primas para produzir instrumentos, mobiliário e criar cenários. Ele abriu as portas para duas artesãs frequentadoras assíduas do beco da cultura: Caroline Nóbrega quer trazer mais pessoas para o local. “Quanto mais pessoas interagindo é melhor”. Já para Thaís Sampaio “o espaço é aberto e permite experimentar sem medo, livremente”.

O colorido e a criatividade também estão presentes no trabalho do bonequeiro e iluminador Miltinho Alves. Todos os personagens são inventados por ele, as cores, as roupas estampadas e os trejeitos de cada boneco dão ideia de algo vivo, pois, além de fabricar, ele capricha nas interpretações.

Parceiro de Miltinho, o artista plástico Branco também é mais um transformador de materiais. Seja na escultura de um cavalo ou de um mapa, é possível se surpreender com identificação do que é usado na obra dele: correias de bicicleta, parafusos, pequenos pedaços de ferro e sucata, tudo colocado de maneira precisa.

A parede azul revestida com fotos de personagens da cena artística do Distrito Federal, como Nicolas Behr e o palhaço Zezito, mostra a trajetória da Tribo das Artes. O poeta e escritor de cordéis Ruiter Lima está à frente da Tribo há 10 anos, mas só passou a ocupar um dos espaços do corredor há pouco tempo. Para ele, é importante fazer parte do lugar e é vital o reconhecimento do beco como ponto de cultura por toda vizinhança. “Fazemos aqui um trabalho de vitalizar. Não é revitalizar. Agora é que este lugar está ganhando vida de verdade. E as pessoas precisam entender isso, saber o que acontece aqui.”

Fonte: Correio Brasiliense